MaGu

26 Julho, 2006

Arquivado em: de Má — magu @ 11:18 am

Tu vai embora e fica o aperto no peito, a vontade de querer te fazer ficar. Tu vai e me deixa aqui com a obrigação, por nós dois, de fazer vigorar o mais novo plano nosso.

O caminho vai ser longo e pedregoso, apesar de rápido. Tenho que correr contra o tempo e contra a minha apatia inicial. Tenho que fazer tudo em quatro meses, mas juro que vou conseguir, apesar dos esforços muitos, contigo morando longe, e a saudade apertando; apesar da vontade certa de manter contato ininterrupto.

Eu vou ter que ser mais forte que isso, nós vamos ter que ser mais fortes que isso. Nós dois temos que nos conscientizar de que não é só o meu futuro em questão; é o nosso. O nosso futuro já idealizado junto.

Quero que tu me auxilie nessa empreitada, quero que tu faça dessa minha escolha uma escolha tua também.

13 Julho, 2006

Gu,

Arquivado em: Sem categoria — magu @ 12:42 pm

Quero que tu saiba que te amo, mas que às vezes eu sou meio assim mesmo de não parar pra pensar no que vou fazer, de não programar as coisas com a antecedência devida. Eu sei que é um ponto a trabalhar, sei que é ruim essa mudança de planos repentina, ainda mais quando se tem uma seqüência de mudanças de planos. Assumo o meu erro, mesmo não voltando atrás.

Eu te liguei pra ver se eu realmente queria ficar. Eu tava indecisa, muito indecisa. Aí veio aquele teu tom autoritário, de quem tem a verdade nas mãos. Aquilo me fez, por birra em parte, ficar de vez. Ora, não entra na minha cabeça ceder a gritos, como também, acho, não entra na tua. No momento em que tu resolveu me fazer mudar de idéia por zanga, o efeito foi, de imediato, contrário.

Não quero que tu compre aquela tal passagem. Quero poder ficar abraçada contigo, te beijar; quero poder aproveitar a tua companhia ao máximo nesse tempo que a gente tem pertinho um do outro, já que o nosso contato físico promete-se como uma raridade, pelo menos por enquanto. Não abrevia esse nosso tempo junto. Vai fazer muita falta.

te amo.

Má.

4 Julho, 2006

Má,

Arquivado em: de Gu — magu @ 5:21 pm

Daqui a menos de dois dias estarei aí perto de você. Pra ser bem sincero, tenho contado as horas. Chegar em casa é bom demais, e dessa vez o regresso vai ter todo um gosto especial (você sabe que por sua causa).

Às vezes me pego divagando e idealizando nossa situação, seja a curto ou a longo prazo. Estou com aquela ânsia pueril típica dos acometidos pela “paixonite aguda” – ansioso pelo que pode e vai acontecer nos próximos dias, especialmente.

Mas, conforme combinado, vamos fazer valer. As circunstâncias já nos foram deveras desfavoráveis; agora que o contexto é outro, aproveitemos. A vida é agora; e ela é uma só.

Nossa convicção precisa continuar incólume. Nada conseguirá ser mais forte que nós.

Te amo.

Gu

28 Junho, 2006

Gu,

Arquivado em: de Má — magu @ 1:49 pm

Coisa bem antiga essa…

“Naquela época era a formatura. Tu tava tão empolgado, dava gosto de ver. Hoje… Bom, hoje tu vai casar. Vai casar, ter móveis, ter rua, endereço, casa, vai ter filhos moreninhos e de olhos verdes. Vai começar nova vida, continuação da antiga.

Sabe aquela história de afeição mútua pro resto da vida? Eu acho que ela vai morrer comigo. Eu não consigo te odiar por mais que tu não tenha um pingo de consideração por mim, por mais que eu só saiba do nascimento dos teus filhos por jornais já velhos ou pessoas tagarelas, por mais que tu te mostre aquela pessoa de hoje mais cedo. Acho que, na verdade, quem vai querer cuidar de alguém pra sempre sou eu, não tu. Acho que… Acho que eu devo parar por aqui.

Esteja sempre bem, que o noivado vingue, que o casamento seja bonito e depois feliz, que os filhos nasçam saudáveis, que a sua vida seja não perfeita, mas quase.”

Má. 

Arquivado em: de Má — magu @ 1:24 pm

Gu, 

Carear o novo pode incomodar, mas é necessário.

Necessário porque, se não o vivermos, ele nunca vai deixar de ser novo; vai sempre ficar aquela dúvida: e se eu tivesse feito? E se eu tivesse acreditado, pelo menos tentado? Espantar o receio e andar firme é para poucos e, por isso, a vitória também pertence a poucos.  

Má.

22 Junho, 2006

Má,

Arquivado em: de Gu — magu @ 3:20 pm

O novo

“O novo incomoda. Por quê?
Porque desafia.
Mas, queiram ou não, o novo sempre vem.
E, para nossa felicidade, o novo geralmente vence.
E, quando o novo vence, a máquina do mundo gira melhor.
Novos projetos deixam as tristezas numa agenda que não se abre mais.
Novas crianças surgem para nos dar as mãos.
Novos passos exigem de nós coragem.
O novo é belo porque nos muda. Nos leva a novas estações.
O novo nos torna pessoas melhores porque nos torna novas pessoas.
O novo é lindo. Assim como os sonhos, o novo não envelhece.
Uma atitude inovadora pode mudar o mundo.
Viva o novo.”

Gu

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